"QUANTO A MIM, TENHO QUE LHES DIZER QUE AS ESTRELAS SÃO OS OLHOS DE DEUS VIGIANDO PARA QUE TUDO CORRA BEM. PARA SEMPRE. E, COMO SE SABE, SEMPRE NÃO ACABA NUNCA." (CLARICE LISPECTOR)



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Que tudo se realize no ano que vai nascer... Saúde pra dar e vender...


"No ano novo, quero me encantar mais vezes.
Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor.
Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra.
Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de
cada beleza revista ou inaugurada.
Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa.
Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte.
Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo.
Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor.
Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que,
apesar do tempo, souberam conservar o seu viço.
Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade.
Das trocas afetivas.
Das alegrias que começam a florir dentro da gente."





Todos os nossos sonhos serão verdade... O futuro já começou...


  

Por ser exato o amor não cabe em si... Por ser encantado o amor revela-se...


"Outro dia alguém indagava o que a gente considera os seus maiores prazeres. Para uns seria viajar, para outros vinhos finos, ou álcool propriamente dito, disfarçado em scotch; um jovem falou em dança, esporte, praia; alguns lembraram cinema, teatro, baralho, leitura, música, a grande cuisine. Engraçado, ninguém falou em amor. Creio que estava implícito, para aquela gente bem criada, que amor não é prazer, é sentimento."



Por ser amor invade e fim...


Deve haver alguma coisa que ainda te emocione... Uma garota...


"Oh, meu Deus, podia-se até criar o uso de dar o nosso coração a alguém; não poeticamente, em devaneios de amor, mas mandar abrir de verdade a arca do peito e tirar de dentro o coração palpitando, e enviá-lo congelo em papel de alumínio, como comida americana, para o ingrato ou ingrata ficar usando, já que nasceu sem coração."




Vem aprender a ganhar e a perder lado a lado... do meu lado...




terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Há tantas coisas que você diz... E da minha boca você também ouve palavras duras... Que como pedra eu as atiro...

Também já tive esses momentos pouco abençoáveis de desabafo rsrs...
Atirar palavras como se estivesse dando tiro no escuro, definitivamente não resolve...
Pode-se errar o alvo!







Mas eu já não ofereço nenhum perigo... Sou apenas um homem cansado...




Solidão, que nada... Viver é bom...


"Eu sempre digo que eu posso ter uma solidão medonha,
mas sempre vai haver um vasinho de flores num canto.
A gente pode enfeitar a amargura."




E a gente sempre dá um jeito de voltar a ser feliz...

Deve haver um lugar dentro do seu coração onde a paz brilhe mais que uma lembrança...


"Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve.
Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de
quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior.
Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver."





Leve e louco sem pressa de acabar...





Deixa minha estrela orbitar... Brilhar no céu da sua boca...


" - Alfa Centauro... - continuou a moça, sorrindo.
- Susanna...
- O Cruzeiro do Sul...
- Susanna... eu não sou gente capaz de olhar estrelas, mas sou capaz de olhar gentes, homens e mulheres. Acredite, nunca vi uma mulher como você, nem tão bela, nem tão preciosa. Gostaria de tê-la ao meu lado, a olhar estrelas, pelo resto da vida."






A gente passa a entender melhor a vida quando encontra o verdadeiro amor...


domingo, 26 de dezembro de 2010

E o que passou, passou... E o que marcou, ficou...


"Durante algum tempo fiz coisas antigas como chorar e sentir saudades da maneira mais humana possível: fiz coisas antigas e humanas como se elas me solucionassem. NÃO SOLUCIONARAM."



Dói
tanto
que
não
dói
mais.
Como
toda
dor
que
de
tão
insuportável
produz
anestesia
própria.




Não vou ficar pensando... Se tivesse sido contrário...



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Que é o risco que nos faz seguir... Que é a altura que nos faz voar...



"Como é belo sermos trapezistas nesse circo em que a vida se transforma... Às vezes estamos na corda bamba, às vezes fazemos papel de palhaços, às vezes rimos dos outros palhaços, outras vezes rimos de nós mesmos - e ainda muitas outras vezes enfrentamos as feras.

Mas vivemos sempre lá em cima, trapezistas da nossa própria existência, bailarinos da nossa própria esperança.

Muitas vezes tiramos até as redes de proteção para que o risco seja maior que o riso, para que nossos saltos sejam mais emocionantes e mais altos, para que a aventura seja ainda mais perfeita e mais profunda.

E se um dia nós voarmos de encontro ao chão, isso não terá nenhuma importância maior, porque também viveremos a emoção da própria queda.

Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima!"



Desce a corda que te faz feliz... (...) Venha me tirar do chão...



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor... Hoje pra você eu sou espinho... Espinho não machuca a flor...

Através do meu queridíssimo Caio, todo meu sentimento exposto... Perdoe-me... Mas eu preciso externar o que me vem dentro do coração e esperar que passe, que deixe de doer... Quem pode explicar essas coisas?! Estou tentando aprender a viver sem você... Colabore, por favor! 


"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza, deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és…"


"Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma alegria além de ti. Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei?"


"Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."


"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar."

"Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia. Mesmo assim, insisto..."

"...Me dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio, me dói não saber de que forma chegar a ele..."

"E para sempre então, agora, me sinto uma bolha opaca de sabão, suspensa ali no centro da sala do apartamento, à espera de que entre um vento súbito pela janela para levá-la dali, essa bolha estúpida."

"Hoje
 é
dia
de
não
 tentar
compreender
 absolutamente
 nada,
não
lançar
âncoras
 para
o
futuro."



O sol não pode viver perto da lua...

A gente espera do mundo... E o mundo espera de nós...



"Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender
cada vez mais, é pra ensinar a gente a viver."





Um pouco mais de paciência...




Lembro das palavras que você me falou... E dos conflitos que causei por ser do jeito que eu sou...


"Tem dias que a gente se sente,

Como quem partiu ou morreu."


 
A vida errada do jeito certo...
 
 
 
 
 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar... É preciso reconhecer-se frágil...


"Que seja assim! Tardes que caem para que nasçam as noites. Acordes que terminam para que a pausa prepare o som que virá. A vida e seu movimento tão cheio de sabedoria. Que seja assim! Que seja sempre assim! Esquinas que dobramos com o desejo de alcançar outras esquinas. Depois da chuva, o frescor. Tudo prepara uma forma de depois, como se o agora fosse uma passagem constante que nos conduz com seu cordão invisível. Eu vou. Vou sempre. Não sei não ir. Minha curiosidade me move para dentro de mim. Sou um desconhecido interessante. A cada dia uma nova notícia me entrego. Eu me dou em partes, como se devolvesse o que já sou, Àquele que me deu totalmente. Vivo pra desvendar. Esquinas; tardes caídas; manhãs que se levantam com o sol. Ando amando mais. Meus amigos são tantos; meus limites também. (...) Eu sou sem medo de errar. Eu desejo a sacralidade de cada dia. Deitar no chão da existência é tão necessário. Eu me levanto mais devolvido, porque há muitas partes de mim esparramadas, caídas pelas esquinas da vida. Recolher-me é obra que faço por Deus. Estou em reformas. Deus o sabe. Ele é que tirou a primeira pedra. Tirou. Não atirou. Deus não sabe atirar. Prefere tirar. Eu deixo. Sou Dele. Quero ser sempre mais. Em partes, pra ser todo. Ele me devolve a cada dia. Eu também. Lição de casa que faço com gosto.Vez ou outra Ele me olha nos olhos e me dita poemas. Fico tão encantado que até esqueço as palavras. Ele manda eu prestar atenção. Digo que não sei. Ele ri de mim. "Poetas são todos iguais" - conclui enquanto mexe no meu cabelo. Eu o vejo de perto, bem de perto. Por vezes sinto o desejo de lhe pedir o impossível, mas aí me falta coragem. Aí peço que me dê só o necessário. Ele me surpreende com medidas que não mereço. Fico mudo, sem saber dizer. Ele me socorre com seu sorriso. E de súbito, as palavras voltam a fazer parte de mim."



Eu quero é ser feliz... E viver pra ti...


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Há um tempo certo para tudo... Cedo ou tarde chega o dia...


"A vida é uma ampla costura de momentos exatos e cada gesto, uma infinitude. As esperanças são como a luneta que se arma diante do céu noturno e pleno, ou como o microscópio que fita a gota d'água".



"O
 silêncio
 pesava,
carregado
de
um
milhão
de
 significados
proibidos".



mas ela estava aprendendo a esperar...



Pra você não esquecer que eu tenho um coração... E é seu...


"Se fosse possível, seria este o presente que gostaria de te oferecer. Arrancá-lo-ia como quem arranca um cacho de uvas. Diria: Toma. É a minha vida."




Tudo quer alcançar você... Levanta o sol do meu coração...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Eu tenho esquecido de mim... Mas dela eu nunca me esqueço...



5 meses sem o aconchego do teu abraço! 


 E
hoje
eu
queria
 o teu colinho...

S
A
U
D
A
D
E
S


Te amo IMENSAMENTE!

 





O Tempo passa, tudo passa, mas no peito o amor permanece...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Assim você me perde e eu perco você... Como um barco perde o rumo... Como uma árvore no outono perde a cor...


"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."

Tudo que já fizemos juntos... E o que deixamos de fazer... Desaba alta madrugada... Nada faz a menor diferença... Quando a gente pensa no que ainda pode ser...
 


Eu vivo na espera de poder viver a vida com você...


"A vida é repetitória em qualquer parte. Não importa se há um fenômeno muito importante no céu. Tão pouco se hoje à noite, depois de milênios, a chuva de meteoros perseídeas desabará sobre o mundo. Perseus é uma constelação muito distante mesmo e já não te encontro nem em mim, o que dirá fora.

Te escrevo sem a espera ansiosa que você desvende minhas linhas e perceba que no corpo frio de minhas palavras não existe nada além de você. Houve um tempo em que eu imaginava que se te deixasse pistas do quanto eu sinto tua falta, você viria de qualquer lugar para me acolher e transformar meu abandono num lugar de gerar belezas. Você não chegou, desapareceu no mundo que desde então passou a ser imenso, ou quem sabe fui eu que fiquei muito menor, não tenho certeza. Todos os dias o mesmo ritual: Saio de casa bem cedinho com meu estômago sempre embrulhado. Na rua existe um cheiro horrível. Imagino outras fragrâncias. Alecrim erva cidreira pela manhã, café feito em casa. Misturo cada aroma que tanto amo e outra vez estou no meio de teus poros, pois esse é teu perfume.

Penso em você constantemente e dói. Porque não dissemos nada, porque engolimos nosso silêncio como se isso fosse o mais natural do mundo. Fico perdido sem tuas mãos, esqueço de pedir a bênção final para nossos santos, não me entrego ao sacrifício, imolo o pior cordeiro de meu rebanho e ainda sim nomeio tudo isso o amor. Não sei se você saltou no mar enlouquecida pra salvar teus poemas, ou se agora você tem luzes de neon espalhadas por um corpo que não te pertence. Tenho um medo aterrador que você esteja infeliz e ao mesmo tempo me sinto infinitamente infeliz quando penso que pode ser que agora esteja em uma ilha perdida onde bebe outros vinhos. Sei que explicitando assim, pareço muito egoísta, mas acontece que só quero ter paz. Não quero ser Sísifo, não quero esperar você em frente a uma árvore torta. Só preciso acordar sem esse embrulho, sem estar tão exausto de simplesmente inventar tantos diálogos que nunca chegaram a ser.

Tenho um depósito de fantasias que se encontra bem no meio de meus dias. Coloco lá as putas mais sedentas, minhas perversões alucinadas, senhores que pedem dignidade e ganham esmola. Atrás de tudo isso, tento me esconder, mas tua imagem vai se mesclando e quando me dou conta a única coisa que sobra é você e você e você. Fico cabisbaixo, sem vida e me dou por vencido, deixo você fazer a festa em minhas memórias. No entanto sobra um gosto revoltado, pois a vida não pode ser só isso, deve ser plena, ampla, setembro sempre entrando. Acho desastroso quando fazemos da existência uma novelinha encantada. Detesto lamúrias-auto-cêntricas. Viver está mais pra ser grandioso, deve ultrapassar nossa própria imensidão, precisa ter algo que vá além da gente.

E eis-me aqui, sendo aquilo que eu mais desprezo. Entrego-me a essa autoflagelação e dou a luz a uma imensa pena de mim mesmo, alimentando as pequenas dorzinhas e pra quê? Puro narcisismo. Pura e doce mel-ancolia. Só que dentro de minha confusão, a ternura não cede, invade-me de novo. Tenho um olho atravessado pelo detalhe do sublime.

Tenho repetido que, no que depender de mim, sempre existirá doçura para ti.

Sinto saudade é claro, principalmente das pequenas coisas, aquelas que só temos consciência da grandeza e da importância depois de vividas. Coisas simples como te encontrar e perguntar como foi o seu dia ou se podemos levar peixes dourados para terras distantes. Queria te dizer coisas simples e bonitas, coisas que te mostrassem o quanto você continua importante, o quanto te guardo com carinho em muito de meus dias, coisas desse tipo, que talvez você compreenda como um abraço, ou talvez como uma mentira. Tanto faz.

Atiro-me na noite escandalosamente me confundindo com esses personagens de cabelos estilosos, all stars, tatuagens, de muitas línguas e de poucas falas. Nada me toca e nada me define. Fico nesse espaço do não pertencer e apenas me sinto em casa em alguma lembrança onde você esteja fazendo descontrolada uma imensurável desordem com pequenos movimentos que me dá conforto, que me traz esse aconchego que não me lembro muito bem se é uma invenção de meu desejo ou uma proteção contra essa vida que hoje tenho com quinas por todos os lados. Sem você, acabei assim, num quarto cheio de coisas espalhadas pelo chão, uma parede descascando, onde tudo que me toca também me machuca. Às vezes acho que não poderei agüentar e sinto uma vontade afogada de entrar na primeira coisa que se move e me deixar levar para sempre. É desse jeito mesmo, será que você pode imaginar o desconforto que tenho?

Você não sabe de minhas dilacerações e de meu coração habitado por uma fanfarra toda morta.

Fico esperando que venha sua nudez desesperada para que minhas mãos feitas de palavras passeiem por seus recônditos mais secretos. Tenho uma saudade louca, dessas que parecem que terminamos apenas ontem. Vontade louca de te buscar e estender meus braços dizendo está tudo bem. No entanto, com esquecimento repito em um tom dilacerado - não iremos nos ver por uma dessas lógicas que lutamos contra, mas que irremediavelmente seguimos com uma fé cega.

Amanhã, prometo, sempre haverá sol."

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva...


"Mas de todo modo, entre as coisas que a gente se lembra e as de que não se lembra, entre as que conhece e as que desconhece, é preciso tapar os buracos da memória com a estopa que se dispõe. E talvez qualquer tentativa de conhecer o outro seja sempre isso, nossas mãos moldando tridimensionalidades, nosso desejo e a incompetência montando um álbum de colagens para fazer levantar dali um morto, um amigo, um amante misterioso que quando clareia o dia vai para a janela e fica contemplando o nada, sem dizer uma palavra. Um filho por demais arredio, um professor lacônico, um colega de trabalho sem senso de humor, que olha sério dentro dos nossos olhos quando contamos uma piada irresistível. As pessoas que desconhecemos ou estranhamos. Todas as pessoas".




Hoje contei as estrelas... E a vida parece um filme... Saudades...




Eu não sabia explicar nós dois... Sei que o que tinha de ser se deu...


"Eu te vejo mais fundo do que você me vê, porque eu te invento nesse olhar, porque você se torna o meu invento, porque depois de olhar muito dentro eu prescindo da imagem e o meu olhar repleto se basta, como se eu fosse um cego, mas tivesse guardado todas as imagens: um cego vê mais que um homem comum porque não precisa olhar para fora de si, porque o que ele deseja ver está completamente dentro e é inteiramente seu."



Como sempre estou mais do seu lado que você... Os meus olhos sentem a falta dos seus...


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E aí, será que você volta (?)... Tudo à minha volta é triste...


"Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo. Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto. (...) Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego".




Tô com saudade de você debaixo do meu cobertor... De te arrancar suspiros... Fazer amor.

 

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios...


"Todo sentimento
Precisa de um passado pra existir
O amor não:
Ele cria como por um encanto
Um passado que nos cerca,
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que a pouco era quase um estranho,
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."




Peço um amor que me conceda... Noites com sol...

Mas eu sei que no coração... Ficaram muitas palavras...


"Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo."



Um vocabulário inteiro... De ilusão...


Em algum lugar no tempo... Nós ainda estamos juntos... Pra sempre...


"Não somos os mesmos, mas sabemos mais uns dos outros. E é por esse motivo que dizer adeus se torna complicado! Digamos então que nada se perderá. Pelo menos dentro da gente..."




Não importa o que aconteça... Não me tire da sua vida... Nem desapareça...


sábado, 11 de dezembro de 2010

Quanto vale a vida quando vale a pena? Quanto vale quando dói?


Em oração...




Quanto vale a vida de qualquer um de nós? Quanto vale a vida em qualquer situação?
 
 


 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar...


Odeio tudo que lembra vc e que traz saudades.  

Teus olhinhos pequeninos...
Tua delicadeza...
Tua cegueira (Eu tô aqui! Consegue ver-me?)...
Teu pisar torto...
Tua educação fora do normal...
Teu jeito todo 'certinho'...
Tua fala amorosa ao pronunciar meu nome...
Teu carinho que vicia...
Tua inocência...
Nossas madrugadas bobas...
Nossas trocas...
Nossos desejos...
Nosso distanciamento...
Nossas brigas sem fundamentos...
Nossas brigas com fundamentos...
Nosso medo de sentir...

ODEIO toda essa desordem que vc me causa internamente e propositalmente.
 E odeio concordar musicalmente com vc quando me diz:
"Só enquanto eu respirar vou me lembrar de vc... Só enquanto eu respirar."


NÃO CABE MAIS PALAVRAS...

A

MINHA

DOR

TRANSBORDOU...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Enquanto houver você do outro lado... Aqui do outro eu consigo me orientar...


Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com
quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem
jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor
amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que
vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na
alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na
tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela
pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres.
Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é
instinto e intuição, mas uma dessas opções mais profundas,
arcaicas, que a gente faz até sem saber, para ser feliz ou para
se destruir. Eu não quereria como parceiro de vida quem não
pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus
alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do
tempo me concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso
telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou
da madrugada, e dizer: "Estou mal, preciso de você". E ele ou
ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo
alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o
tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me
reaprume, não me mate, seja lá o que for.
Mais reservada do que expansiva num primeiro momento,
mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e poucas,
mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a
família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar.


Então me abraça forte... Sou um animal sentimental...